O programa Bolsa Família é extremamente benéfico, tanto no aspecto social como econômico, pois, além de combater a pobreza, ele funciona como uma política econômica anticíclica, antiressessiva e indutora do desenvolvimento.
Em primeiro lugar, devemos entender que o ciclo da pobreza dificilmente é rompido por si só, dado o caráter debilitante da miséria e da fome. Miseráveis no presente o são, porque, muito provavelmente, seus pais o foram. Crianças mal nutridas e sem acesso a educação fatalmente se tornarão adultos sem perspectivas ou capacitação para conquistar senão subempregos. Garantir que tais famílias possuam as condições mínimas para sair da condição degradante da miséria é, desta forma, fundamental para se romper o ciclo da pobreza. É isso o que faz o Bolsa Família, ele tira pessoas da miséria e evita que as futuras gerações do País continuem no ciclo da pobreza.
No aspecto econômico, a explicação é simples: a propensão ao consumo (em relação à renda) de famílias mais pobres é muito maior que a das famílias de alta renda. Dessa forma, ao se distribuir renda, garante-se, ao mesmo tempo, um aumento na demanda agregada, fato que gerará mais ivestimentos, produção e empregos. Portanto, além de reduzir a pobreza, o Bolsa Família induz a economia a gerar novos empregos, o que contradiz aqueles que o chamam de assistencialista ou oportunista.
É lamentável que pessoas esclarecidas, normalmente conservadores cidadãos da elite brasileira, insistam, perversamente, em demonizar um programa que tem gerado tantos benefícios ao Brasil, fato internacionalmente reconhecido. Tais cidadãos demonstram, além de completo desconhecimento sobre o assunto, um gigantesco desprezo pelo próximo e, afinal, por seu próprio País.
domingo, 16 de maio de 2010
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